A mudança do dia santo

Como bem sabemos através do último estudo, o mandamento sobre a guarda do dia do sábado foi guardado pelos cristãos antigos porém esquecido por muitos no mundo moderno.


 

Um grande número de igrejas e seus membros consideram como dia santo o domingo, porém em nenhuma linha das escrituras há tal ordem para esta mudança.

 

Bem, então em algum momento da história alguém fez a alteração do dia de guarda..

 

Vamos então agora analisar alguns pontos essenciais referente a este assunto:

 

• Deus ou Cristo fizeram tal mudança?

• Quem mudou o dia santo?

• Como a mudança aconteceu?

 

Vamos ver as respostas para estas questões agora neste estudo!



 

DEUS OU CRISTO FIZERAM TAL MUDANÇA?

 

Quando Deus deu Seus Mandamentos a Seu povo, Ele também deixou claro que nenhum ser humano poderia mudar suas ordens. Vamos ler a passagem de Dt 4:2 que nos adverte:

 

“nada acrescentem às palavras que eu lhes ordeno e delas nada retirem, mas obedeçam aos mandamentos do Senhor, o Seu Deus, que eu lhes ordeno”. 

 

Então nesta passagem, o Criador não autorizou a alteração de nenhum mandamento por mãos humanas e não vemos em nenhuma parte das escrituras algum tipo de revogação de tal proibição.

 

Leiam comigo também as passagens de Malaquias 3:6 e Tiago 1:17 que dizem:


 

“Porque eu, o Senhor, não mudo…” - Malaquias 3:6

 

“Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança”. -  Tiago 1:17

 

Podemos entender através destas passagens de que nosso Criador não muda a Sua essência ou sofre algum tipo de evolução com o passar do tempo. O que Ele fora desde os tempos mais remotos,  Ele é hoje e será amanhã

 

Jesus não aboliu nenhum ponto da lei Deus . Ele o confirmou que sua vinda não seria para a abolir e que nada da lei seria enquanto céus e Terra existirem. (Mateus 5:17-19)

 

E pelo visto, céus e Terra ainda não passaram; ainda existem!!


 

E também vemos Cristo e seus discípulos guardando o dia de sábado; inclusive após a sua morte! (Lucas 4:16 / Lucas 23:56)

 

"Ele foi a Nazaré, onde havia sido criado, e no dia de sábado entrou na sinagoga, como era seu costume. E levantou-se para ler."  -  Lucas 4:16

"Então, foram para casa e prepararam perfumes e especiarias aromáticas. E descansaram no sábado, em obediência ao mandamento."  -  Lucas 23:56


 

Será que Cristo em anos de ministério teria se esquecido de advertir que, após Sua morte na qual seria instaurada a nova aliança, não poderiam mais guardar o sábado? E que se ele também tivesse violado tal mandamento, seus seguidores também assim não fariam, pelo fato de que devemos seguir Seus passos de acordo com 1 Pedro 2:21-22? 

"Porque para isto sois chamados, pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas,"  -  1 Pedro 2:21

 

Obviamente que a passagem de João 5:18, em que Jesus então estava sendo acusado de violar o sábado; ele de fato estava, porém ele violava na concepção dos fariseus pois havia feito um milagre de cura; pois não há no genuíno mandamento de Deus referente ao sétimo dia, qualquer proibição de se fazer o bem neste dia e sim, de praticar trabalhos servis ou lucrativos; e em João 15:10, Ele afirmou ter sim guardado os mandamentos de Deus. 

Nos próximos estudos esta situação será colocada em análise mais profunda.

 

Tiago, o primeiro líder da igreja cristã primitiva, escreveu o seguinte sobre os Dez Mandamentos após a morte de Cristo. Vamos ler Tiago 2:10-11

 

“Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos. Porque aquele que disse: Não cometerás adultério, também disse: Não matarás. Se tu pois não cometeres adultério, mas matares, estás feito transgressor da lei.”

 

Muitos compreendem de que ao afirmar tal coisa, Tiago estava dizendo de que já que se transgredir um mandamento, se transgride a lei toda; então que não cumpramos nenhum! Vejam só que absurdo!

Tiago estava dizendo totalmente o inverso. Ele estava advertindo para que não façamos “feira” com os mandamentos de Deus ou seja, escolher aqueles que são mais “baratos’; ou seja, os mais fáceis e convenientes para nós!

 

Então como podemos ver claramente, da parte de Deus e de Cristo, não há nenhuma menção, ordem ou exemplos para a desobediência do referido mandamento.


 

De acordo com as escrituras, o dia do Senhor é o sábado:

 

“Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu DEUS…”. Êxodo 20:10 

 

Então não! A santidade do sétimo dia não foi anulada ou transferida por Deus e nem por Cristo!


 

 

QUEM MUDOU A SANTIDADE DO SÉTIMO DIA PARA O DOMINGO?

Quem oficialmente adotou como doutrina, a mudança do dia de guarda do sétimo dia para o primeiro dia da semana foi a Igreja Católica. Na qual se achou no pleno direito e autoridade divina em transferir o dia santo para o domingo.

 

Em muitas literaturas católicas, vemos também bem evidenciada tal mudança. Vejamos algumas afirmações da igreja:


 

“Escolha do domingo: A igreja de Deus, porém, achou conveniente transferir para o domingo a solene celebração do sábado.”

 

Catecismo dos  Párocos, redigido por decreto do  Concílio Tridentino, publicado por ordem do Papa Pio Quinto conhecido  popularmente popularmente por CATECISMO  ROMANO. Nova Versão  Portuguesa  Baseada na  edição  autêntica  de  1566, Por FREI  LEOPOLDO  PIRES  MARTINS; .

página 420



 

Nós, cristãos, celebramos o domingo porque, neste dia, Jesus venceu a morte para a nossa salvação. - Vatican News 

 

(https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2018-06/reflexao-liturgia-ix-domingo-tempo-comum-santificar-dia-senhor.html)



 

"Pelo meu divino poder eu aboli o dia do Sábado e te ordeno guardar o primeiro dia da semana”. E todas as nações se ajoelham em reverencia e obediência ao comando da Santa Igreja Católica.

 

(T and Wright CSSR in a Lecture Heart for Kansas em 18 de Fevereiro de 1884).



 

O Papa e Deus são o mesmo, logo ele tem todo o poder nos Céus e na terra”

 

 (Papa Pio V, citado em Barclay, Capítulo XXVII, p. 218, “Cities Petrus Bertanous”)



 

"O Papa tem poder para mudar os tempos, ab-rogar leis e dispensar todas as coisas, mesmo os preceitos de Cristo”  

 

(Extraído de “Decretal de Translat, Episcop.”, cap. 6)


 

Estas são apenas algumas de várias declarações absurdas que partiram da igreja católica no decorrer dos séculos de seu reinado blasfemo.

 

Mas… Isso já havia sido profetizado.

 

O profeta Daniel manda um aviso a toda a humanidade. Ele diz que haveriam poderes na terra mudando a Lei de Deus. Vamos ler Daniel 7:25

 

“Proferirá palavras contra o Altíssimo, perseguirá os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei;” - Daniel 7:25

 

 

A igreja católica não pôde simplesmente adulterar as escrituras ao que tange o mandamento referente ao descanso do sétimo dia, pois os judeus possuiam também os registros  dos textos massoréticos [mostrar imagem manuscrito hebraico] que compunham a Torah ou seja, as leis de Deus. A católica montou então, “seus próprios dez mandamentos” do catecismo e os adotou como verdade. Vejam ao lado, as diferenças entre os dez mandamentos escritos por Deus, e os dez mandamentos do catecismo escrito por homens. (ler)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Já em relação do dia santo ter sido substituído para o primeiro dia da semana (domingo), além de não haver sequer alguma menção de tal mudança nas escrituras, tal entendimento se formou pelo domínio católico por considerar de que foi o dia da ressurreição de Cristo; porém será lançado no próximo estudo aqui no canal, provas históricas, bíblicas e matemáticas de que não foi neste dia a ressurreição do salvador.

 

COMO ISTO ACONTECEU?

 

O DECRETO DOMINICAL

“Que todos os juízes, e todos os habitantes da cidade, e todos os mercadores e artífices descansem no venerável dia do Sol.” -  (Codex of Justinian Liber III, 12.2): https://www.thelatinlibrary.com/justinian/codex3.shtml


 

Bem logo depois que Jesus subiu ao céu, o cristianismo começou a ser perseguido terrivelmente. Os grandes e terríveis shows de crueldade no Coliseu eram espetáculos de carnificina.

 

Durante muitos anos os cristãos foram perseguidos até a morte. Morriam homens, mulheres e crianças.

 

O problema para Roma, era que apesar de perseguir e matar muitos cristãos, eles não conseguiam matar o cristianismo. O sangue dos cristãos na terra era como se fossem sementes nas quais faziam com que aparecessem mais e mais cristãos.

 

Nenhum imperador Romano, por mais poderoso que tenha sido, conseguiu vencer o cristianismo pelo medo. A perseguição foi em vão.

 

Assim, um imperador chamado Constantino I, também conhecido como Constantino Magno ou Constantino, o Grande, foi um imperador romano, proclamado Augusto pelas suas tropas em 25 de julho de 306, governou uma porção crescente do Império Romano até a sua morte. 

Em seu governo, a fé cristã se tornou a religião oficial do Império Romano. ... Constantino teve um papel importantíssimo no início do Cristianismo. Isso por que, a partir de 323 d.C., a fé cristã passou a ser aceita e até mesmo incentivada pelos romanos. Pois foi no ano de 313 que Constantino I publica o édito de tolerância através do qual o cristianismo é reconhecido como uma religião do império, e concede a liberdade religiosa aos cristãos . A igreja então, passou a poder possuir bens e receber donativos e legados.

 

Pois então, muito estratégico, Constantino decidiu que não iria mais lutar contra o cristianismo, ao contrário iria unir-se aos cristãos. Ele resolveu se declarar cristão, fazendo com que o cristianismo passasse a ser a fé  oficial do Estado. Porém Constantino era pagão, amava a outros deuses, guardava outro dia.

 

Assim, Constantino parou com a perseguição, e o que muitos pensaram que era uma bênção, foi uma maldição. Isto porque Constantino começou a introduzir dentro do cristianismo as coisas nas quais ele acreditava. Aos poucos ele foi fabricando um cristianismo que era a sua própria cara.

 

Constantino, por ser pagão, idólatra (adorava a ídolos) e dentro das crenças romanas eles cultuavam o sol como uma divindade , incentivou dentro do cristianismo a adoração de imagens. Então no dia 7 de março de 321 AD, Constantino o Grande promulgou a primeira lei civil acerca do domingo, ordenando que todas as pessoas do império romano, exceto os fazendeiros, deveriam descansar no domingo.

 

Sendo assim, este imperador que se converteu falsamente ao catolicismo apenas por questões políticas, instituiu através de sua crença pagã como dia de descanso o “venerável dia do sol” ou como se chamava, “sol invictus”; que era o primeiro dia da semana; o domingo.

REFERÊNCIAS:


http://www.obrascatolicas.com/livros/Catecismo/Catecismo%20Romano%20Sao%20Pio%20V%20Ed%20Servico%20de%20Animacao%20Eucaristica%20Mariana.pdf


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