O apedrejamento e a Lei de Deus

Por muitas vezes quando afirmo de que a lei de Deus ainda é válida e devemos sim a obedecer; ouço um taxativo questionamento:

 

"Que se ainda devemos cumprir a lei de Deus, por que não se apedreja mais os transgressores?"

 

Na antiga Israel o apedrejamento era uma das penalidades máximas para alguns crimes (pecados). E como Estado e religião eram ligados, formando uma teocracia, um ato que transgredia uma lei de Deus era imputado como crime civil.

 

Conferindo Deuteronômio 13:6-10; 21:18-21; 22:21-28 e todo o capítulo 20 de Levítico, veremos que havia uma série de condenações á morte de pessoas que praticavam a idolatria, que atentavam contra seus pais, que cometiam adultério, incesto, feitiçaria e outros atos proibidos pela Torah (lei de Deus).

 

Antes de querermos falar algo contra ou a favor sobre a lei de Deus devemos conhecer os tipos de ordenanças (mandamentos), existentes nas escrituras e seus âmbitos de atuação.

Haviam ordenanças que regiam os comportamentos morais (relacionamento com Deus e o próximo); ordenanças que regiam o que comer e não comer; ordenanças que regiam sobre as datas santas e ordenanças que regiam todos os procedimentos litúrgicos; e ordenanças que fiscalizavam o cumprimento de todas as outras e continham penalidades em caso de transgressões.

Vejam de que não estou dizendo de que na lei de Deus há divisões e sim, âmbitos diferentes de atuação.


 

As ordenanças “penais” perduraram enquanto Israel existiu como nação e através dela eram aplicadas as penalidades nos devidos casos.

 

Existe uma grande falta de entendimento sobre a lei de execução penal da Torah. Muitos simplesmente entendem de que, se alguém ferisse ou matasse alguém, poderia chegar um vingador e fazer justiça imediatamente. Porém não era assim que ocorria.

 

Todo o caso de agressão ou homicídio deveria ser analisado e julgado pelas autoridades de Israel (juízes, sacerdotes ou pelo rei). E dependendo da causa, motivo, razão e circunstância, era aplicada ou não a penalidade; seja de correção ou máxima (execução).

 

Mas será que pelo fato de tal lei não ser mais empregada nos dias de hoje devemos crer que os atos de transgressão como por exemplo os mencionados acima deixaram de ser pecado? Obviamente que não.

 

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Mas isso não significa que os transgressores ficarão impunes de seus atos de iniquidade. 

A diferença entre aquela época e a nossa, diz respeito ao tempo da execução e ao executor. Se naquela época haviam juízes e reis constituídos para aplicar uma punição imediata, agora o transgressor deve aguardar o último grande dia do juízo (Hebreus 10:26-29).

 

Já o fiel observador dos mandamentos de Deus aguarda esperançosamente o recebimento de seu galardão.


 

“Tornai a dar-lhe como também ela vos tem dado, e retribuí-lhe em dobro conforme as suas obras; no cálice em que vos deu de beber dai-lhe a ela em dobro.”  - Apocalipse 18:6

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